Saúde Toda Hora qualifica atendimento de urgência

Financiada pela União e executada pelos estados e municípios, a estratégia amplia o acesso aos serviços do SUS


Garantir aos usuários do SUS um atendimento rápido, humanizado e eficaz. Esse é o principal objetivo da estratégia Saúde Toda Hora, coordenada e financiada pelo Ministério da Saúde, e executada pelos estados e municípios. A cada ano, a rede ganha força com o aprimoramento dos serviços integrados entre os hospitais, as UBS, as centrais de regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h). Todos juntos pela reorganização de uma rede para ampliar e qualificar o acesso integral aos pacientes do País.

Criada em 2011, a Rede Saúde Toda Hora surgiu como um modelo de reorganização da Rede de Atenção às Urgências e Emergências no SUS. Com esse modelo, o Ministério da Saúde amplia o acesso da população brasileira aos serviços de urgência e emergência na rede pública, garante atendimento rápido e adequado aos pacientes, e ajuda a reduzir o tempo de espera.

Também integram a rede as Salas de Estabilização, o programa S.O.S. Emergências e os serviços da Atenção Básica em todo o País. Constituem a base do processo e dos fluxos assistenciais de toda a Rede de Atenção às Urgências o acolhimento com classificação do risco, a qualidade e a resolutividade na atenção, que devem ser requisitos de todos os pontos de atenção.





















R$ 3,5 bi aprovados para a Rede de Urgências e Emergências


O Ministério da Saúde aprovou R$ 3,5 bilhões, entre 2011 e 2012, para a implantação da Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE) de 23 estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso Sul, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Alagoas, Maranhão, Sergipe, Amazonas, Pará, Roraima, Amapá e Rondônia). Desse total, cerca de R$ 1,2 bilhão foi repassado para habilitação e qualificação das portas de entrada hospitalares e leitos de retaguarda clínicos e de UTI.

Para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), o recurso aprovado em 2012 foi de R$ 1,1 bilhão. Essas unidades atuam como estruturas intermediárias entre as Unidades Básicas de Saúde e as portas de urgência hospitalares. Descongestionam, na prática, as filas de espera por atendimento, um dos pontos críticos do SUS. E a resolutibilidade ultrapassa 90% – a grande maioria dos pacientes ali atendidos não chega a precisar de hospitais.

Outro componente da RUE são as salas de estabilização. Foram pactuadas nos Planos de Ação Regionais 156 salas de estabilização, com um investimento de R$ 15,6 milhões – R$ 100 mil por sala. O valor de custeio de cada sala é de R$ 25 mil mensais, com exceção da região da Amazônia Legal e dos municípios considerados de extrema pobreza. Nesses, há um custeio diferenciado, de R$ 35 mil por mês, por sala.

As salas funcionam como local de assistência temporária e de estabilização de pacientes graves, para posterior encaminhamento a outros pontos da rede de atenção à saúde. Os valores pactuados são repassados depois da habilitação do serviço.


Critérios


A organização da RUE tem a finalidade de articular e integrar no âmbito do SUS todos os equipamentos de saúde. O objetivo é ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência com a maior agilidade possível. A implantação da RUE em todo o território nacional está sendo feita de forma gradativa, conforme critérios epidemiológicos e de densidade populacional.

A RUE é formada pelos componentes de promoção, prevenção e vigilância à saúde, Atenção Básica em saúde, Samu 192, UPA, salas de estabilização, atenção hospitalar, atenção domiciliar e força nacional de saúde. O devido acolhimento do paciente pelos pontos de emergência, com a classificação do risco, a qualidade e a resolutividade na atenção, constitui a base do processo e dos fluxos de assistência de toda a RUE.

Entre as redes de atenção prioritárias, a RUE foi constituída considerando que o atendimento aos usuários com quadros agudos deve ser prestado por todas as portas de entrada dos serviços de saúde do SUS, para possibilitar a resolução integral da demanda ou o encaminhamento a um serviço de maior complexidade.

Fonte: Sala de apoio à Gestão Estratégica do SUS.
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